CANÇÕES DE AUSÊNCIA

Peço desculpas pela dificuldade de leitura. Não há meios do Blogger manter a formatação original do texto. [Nota Necessária] Para que a compaixão chegue antes do silêncio. Se a dor pesar, o CVV (188) ouve você. I Um tiktoker tece o brilho da tela com o frio do metal. Ele grita: "Minha dor... Acabou, Acabou, Acabou..." Click. Bang. A imagem congela, o pulso silencia. Vermelhos e rosas tingem a parede em abstrações cegas; Uma pintura que ninguém pediu, um rastro de luz que se apagou Antes mesmo de virar arte. II Uma receita pirata. Uma constelação de pílulas no fundo da mão. Ela sorri para o alívio que acredita ter encontrado. Engole o silêncio, uma a uma. Dizem que sorria quando a viram rígida, na luz fria da manhã. Mas o sorriso era o náufrago de um mar de solidão. Seu espírito vaga, ainda buscando o abraço que a vida esqueceu de dar. A beleza não estava na caixa, mas no que ela deixou de ser. III Ele conduz a mangueira como se guiasse um rio para dentro do carro. Chora. O choro é a última música humana no banco do passageiro. O motor ronca a canção do esquecimento. O CO2 anestesia o pranto, mas rouba o horizonte. Dizem que viu luzes e limbos se confundirem, Mas ficou preso no entre-lugar, no vácuo de uma estrada sem fim. Lá onde a compaixão dos homens deveria ter erguido uma ponte.

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