2047–SOB O IMPÉRIO DE MUSK II
2047

Saturno flutando em gravidade zero; espaço de sombra e silêncio eterno em cores ocultas em chiaroescuro. A música das esferas, merda nenhuma, daria tudo para sair deste cubículo embalado a vácuo no espaço sideral.
Nesta prisão de segurança máxima da Federação Cósmica Terrestre, onde, até agora, depois será outra história, pode apostar, apenas veja... Nesta prisão de segurança máxima, encerrei meus dias várias vezes. Morri até perder a conta. Sou como o mito grego de Prometeu, o cara que deu o fogo para o homem e em troca o barbudo ranzinza do Zeus o acorrentou no pico de uma montanha e criou um urubu mágico que comia o fígado do cara e depois o curava, ou algo que o valha. O cara tinha o fígado comido, morria e ressucitava pro urubu comer o fígado de novo.
A beleza deste mito é que o urubu representa o que há de mais feio em Zeus. Seu lado sombrio, escuro e profanamente canibal. Como Eslon Musk II que decretou minha morte na Aguia Viking.
Musk, aquele safado nojento que ocupa o cargo de Primeiríssimo Secretário Federativo EUA COSMICO s&a, o que vale dizer que governa o mundo como se ele fosse uma empresa visionária do falecido pai. Musk II porra nenhuma conheci o Musk de verdade, o primeiro que nunca se meteu a governar nada nem ninguém. Apenas queria ver seus sonhos pularem para fora do papel.
Como meus pulmões vão pular para a bandeja de prata do Jr. Rá-rá. Por favor não ligue, vc que lê este rolinho de papel reciclado da fazenda Google.
Sim vc, leitor, perdoe meus acessos insanos. Morri e vivi tantas vezes que já não sei mais se estou Vivo!
morto ou.
Chamai-me Jonas, para mais intimamente conversarmos. Acomode-se caso consiga, pois, verás, tu que aqui, onde habitarás, não há muito espaço e a cela mal acomoda suas pernas esticadas, isso se não fores alto aqui neste ventre de baleia de aço temperado com infinita tristeza sideral.
Verás como a lâmina penetra a carne, ah como verás. Saberás das brutais ferramentas atômicas que abrem seu ventre, enfiam-se através da ferida sanguínea e abrem caminho com dentes radiativos até o osso de sua costela. Saberás da dor terrível deste parto bizarro.
Pois acomodarão meus pulmões em minhas omoplatas como dão colo ao mais rosado bebê. Contarei tudinho, não fique curioso, respire fundo, irmão, irmã, leitores. Ouçam
Morrerei e ressurgirei sem a glória de minha contraparte grega.
Não semideus nem nada.
Sou um velho de 80 anos modificado com genética biohacker para funcionar a toda velocidade como vc, meu jovem leitor amedrontado com a dor e o terror da dor.
Trate de aprender a rir de sua sina, pois cabelos cairão e os poucos que te restarem serão tomados de um grisalho branco como a neve.
Leia o ditado escrito a fibra de carvão nas rachaduras úmidas e oleosas desta parede de linóleo de alumínio. O que ele diz?
Sim, isto mesmo, prisioneiro leitor.
Não estás louco.
O textículo diz o seguinte, guarde esse humor como um mantra, pobre leitor maldito como eu.
“Amanhã terei os pulmões servidos com sal e limão para Eslon Musk II aquele sádico que matou o amor, o meu amor, aqui, nesta mesma cela onde amanhã morrerei. Rururorarara.
Rururorara.
Rururorara
Rururorara
Viu quantos destes Rururorara?
São as almas que habitaram estas quatro paredes embalsamadas no vácuo, piando de dor no umbral dos mundos, nos espaços mais frios devastados onde os mitos galácticos tomam forma e os pesadelos são tecidos com os fios das matrizes ectoplásmicas dos derrotados suicidas.
Vê as manchas escuras, sangue dos que morreram batendo a cabeça, desespero e a testa contra a parede para cair no anestésico final a morte definitiva.
A melhor amiga que qualquer humano deve ter quando se está no
Inferno!
Este texto não seria possível sem a
participação do grande amigo Alfredo Manevy, que compôs um verso falando
sobre espaços de silêncio e sombra.
Saturno, evoé, Manevy,
Alfredo, camarada ilhado em Floripa.
Este é prá vc!
Com o carinho que nunca te falta
Saturno flutando em gravidade zero; espaço de sombra e silêncio eterno em cores ocultas em chiaroescuro. A música das esferas, merda nenhuma, daria tudo para sair deste cubículo embalado a vácuo no espaço sideral.
Nesta prisão de segurança máxima da Federação Cósmica Terrestre, onde, até agora, depois será outra história, pode apostar, apenas veja... Nesta prisão de segurança máxima, encerrei meus dias várias vezes. Morri até perder a conta. Sou como o mito grego de Prometeu, o cara que deu o fogo para o homem e em troca o barbudo ranzinza do Zeus o acorrentou no pico de uma montanha e criou um urubu mágico que comia o fígado do cara e depois o curava, ou algo que o valha. O cara tinha o fígado comido, morria e ressucitava pro urubu comer o fígado de novo.
A beleza deste mito é que o urubu representa o que há de mais feio em Zeus. Seu lado sombrio, escuro e profanamente canibal. Como Eslon Musk II que decretou minha morte na Aguia Viking.
Musk, aquele safado nojento que ocupa o cargo de Primeiríssimo Secretário Federativo EUA COSMICO s&a, o que vale dizer que governa o mundo como se ele fosse uma empresa visionária do falecido pai. Musk II porra nenhuma conheci o Musk de verdade, o primeiro que nunca se meteu a governar nada nem ninguém. Apenas queria ver seus sonhos pularem para fora do papel.
Como meus pulmões vão pular para a bandeja de prata do Jr. Rá-rá. Por favor não ligue, vc que lê este rolinho de papel reciclado da fazenda Google.
Sim vc, leitor, perdoe meus acessos insanos. Morri e vivi tantas vezes que já não sei mais se estou Vivo!
morto ou.
Chamai-me Jonas, para mais intimamente conversarmos. Acomode-se caso consiga, pois, verás, tu que aqui, onde habitarás, não há muito espaço e a cela mal acomoda suas pernas esticadas, isso se não fores alto aqui neste ventre de baleia de aço temperado com infinita tristeza sideral.
Verás como a lâmina penetra a carne, ah como verás. Saberás das brutais ferramentas atômicas que abrem seu ventre, enfiam-se através da ferida sanguínea e abrem caminho com dentes radiativos até o osso de sua costela. Saberás da dor terrível deste parto bizarro.
Pois acomodarão meus pulmões em minhas omoplatas como dão colo ao mais rosado bebê. Contarei tudinho, não fique curioso, respire fundo, irmão, irmã, leitores. Ouçam
Morrerei e ressurgirei sem a glória de minha contraparte grega.
Não semideus nem nada.
Sou um velho de 80 anos modificado com genética biohacker para funcionar a toda velocidade como vc, meu jovem leitor amedrontado com a dor e o terror da dor.
Trate de aprender a rir de sua sina, pois cabelos cairão e os poucos que te restarem serão tomados de um grisalho branco como a neve.
Leia o ditado escrito a fibra de carvão nas rachaduras úmidas e oleosas desta parede de linóleo de alumínio. O que ele diz?
Sim, isto mesmo, prisioneiro leitor.
Não estás louco.
O textículo diz o seguinte, guarde esse humor como um mantra, pobre leitor maldito como eu.
“Amanhã terei os pulmões servidos com sal e limão para Eslon Musk II aquele sádico que matou o amor, o meu amor, aqui, nesta mesma cela onde amanhã morrerei. Rururorarara.
Rururorara.
Rururorara
Rururorara
Viu quantos destes Rururorara?
São as almas que habitaram estas quatro paredes embalsamadas no vácuo, piando de dor no umbral dos mundos, nos espaços mais frios devastados onde os mitos galácticos tomam forma e os pesadelos são tecidos com os fios das matrizes ectoplásmicas dos derrotados suicidas.
Vê as manchas escuras, sangue dos que morreram batendo a cabeça, desespero e a testa contra a parede para cair no anestésico final a morte definitiva.
A melhor amiga que qualquer humano deve ter quando se está no
Inferno!
Este texto não seria possível sem a
participação do grande amigo Alfredo Manevy, que compôs um verso falando
sobre espaços de silêncio e sombra.
Saturno, evoé, Manevy,
Alfredo, camarada ilhado em Floripa.
Este é prá vc!
Com o carinho que nunca te falta
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Mande fumo pro Curupira