Manifesto Mínimo do Anti-Engajamento ou A Arte de Desarmar Tempestades Algorítmicas

Neste Odioso Mundo Novo de telas que gritam ofensas, espadas que colidem em agressão e pistolas que disparam ódio e sofismas, escolhi a voz da pena, o rigor da fonte e o silêncio que atormenta os uivos digitais. Sou contra o engajamento. O anti-engajamento não é passividade; é a rebeldia de quem se recusa a ser combustível para o ódio alheio. É a Presença Dissidente e Ética de quem responde ao insulto com a irônica, porém, humilde maiêutica socrática e ao dogma com a compaixão do pão compartilhado. Não busco a vitória no campo de batalha dos algoritmos, pois essa vitória é efêmera, barulhenta, inútil e improdutiva. Busco a Liberdade de não pertencer à alcateia canibal e a Paz de quem, mesmo no centro do furacão, mantém a luminária acesa sobre a infinita rolagem precipício abaixo do papiro digital. Se a verdade é um labirinto, que a nossa bússola seja sempre a gentileza — a única ferramenta capaz de fazer o que come (o errante) criar comida (conhecimento), e do forte (o ódio) cultivar doçura (o amor).

Comentários

  1. “Gostei do texto. Dá pra ver que você buscou uma visão mais consciente sobre esse mundo cheio de barulho. Nem sempre é fácil manter essa postura, mas faz sentido.”

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    1. Muito obrigado por comentar. Realmente, estudei por várias semanas o funcionamento do algoritmo das redes sociais, testei empiricamente o que afirmei no texto, o que foi extremamente difícil, tamanhas ofensas e ódio que recebi em troca, porém, sempre mantive a calma e a ética proposta no "manifesto" e os resultados foram tão gratificantes que resolvi compartilhar neste texto. Mais uma vez obrigado pelo comentário. Valeu meu dia. Gratidão.

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